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Escala PUSH: como acompanhar a evolução de lesões por pressão

Entenda os componentes do PUSH, como o escore acompanha mudanças na ferida e por que ele não substitui a avaliação completa da lesão.

Atualizado em 6 de setembro de 2026Conteúdo educacional

1. Para que serve o PUSH

O Pressure Ulcer Scale for Healing (PUSH) foi desenvolvido para acompanhar mudanças em lesões por pressão ao longo do tempo. Ele organiza três características observáveis da ferida e permite comparar a evolução entre avaliações sucessivas.

2. Componentes do instrumento

O PUSH considera área estimada pela relação comprimento × largura, quantidade de exsudato e tipo de tecido. Cada componente recebe pontuação conforme critérios do instrumento e a soma gera o escore de acompanhamento.

3. Como interpretar ao longo do tempo

O valor isolado é menos útil do que a tendência. Em geral, queda progressiva do escore acompanha melhora da ferida, enquanto estabilidade ou aumento exige reavaliação do contexto e do plano de cuidado.

4. Exemplo de uso

Uma equipe pode registrar o PUSH em intervalos padronizados e comparar a evolução, mantendo também documentação de localização, estágio, pele ao redor, dor, sinais de infecção e demais características relevantes.

5. Limitações

O PUSH não substitui classificação da lesão, avaliação etiológica ou julgamento clínico. O instrumento foi desenvolvido inicialmente para lesões por pressão e deve ser usado dentro de um processo de avaliação estruturado.

6. Comprimento e largura devem ser medidos de forma consistente

O componente de área do PUSH depende do comprimento e da largura da lesão. Para acompanhar tendência, a técnica de medição precisa permanecer consistente entre avaliações. Mudanças pequenas podem refletir diferença de posicionamento da régua ou do observador, e não necessariamente alteração real da ferida. Fotografias padronizadas, quando permitidas pelo serviço e pela privacidade do paciente, podem complementar o registro.

7. Exsudato é avaliado após preparo adequado

A quantidade de exsudato integra o instrumento e deve ser classificada segundo os critérios adotados. Curativo recém-removido, limpeza da lesão e momento do dia podem influenciar a observação. O objetivo é manter um padrão que permita comparar avaliações sucessivas, e não transformar uma única classificação em diagnóstico de infecção.

8. Tipo de tecido ajuda a representar evolução

O PUSH também considera o tecido predominante no leito da lesão. A mudança de tecido necrótico para granulação e posteriormente epitelização pode acompanhar melhora, mas o instrumento não substitui avaliação completa de bordas, pele perilesional, dor, odor, sinais de infecção, profundidade e presença de túneis ou descolamentos.

9. O principal uso é acompanhar tendência

Mais do que interpretar um valor isolado, o PUSH é útil para observar se a pontuação diminui, permanece estável ou aumenta ao longo do tempo. Uma trajetória desfavorável pode indicar necessidade de reavaliar fatores locais e sistêmicos. O intervalo de avaliação e as condutas associadas devem seguir protocolo e julgamento clínico.

10. O PUSH não substitui classificação da lesão

O instrumento acompanha evolução, mas não foi criado para substituir a classificação da lesão por pressão nem a avaliação etiológica de outros tipos de ferida. Estágio, profundidade, presença de estruturas expostas e características clínicas precisam ser documentados pelos métodos apropriados. Usar cada instrumento para sua finalidade evita interpretar uma redução de pontuação como prova isolada de cicatrização completa.

Use a ferramenta relacionada

Depois de revisar a lógica e as limitações, abra a ferramenta do Enfermagem Fácil para fazer a conferência dos valores informados.

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Perguntas frequentes

PUSH serve para diagnosticar lesão por pressão?

Não. Ele foi desenvolvido principalmente para monitorar evolução de cicatrização ao longo do tempo.

Um único valor determina melhora?

A tendência entre avaliações seriadas é mais informativa do que um valor isolado.

Fontes e referências

Aviso: conteúdo educacional. Não substitui prescrição, protocolo institucional, avaliação clínica ou decisão de profissional habilitado.

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